Alta no Sistema Cantareira

Alta no Sistema Cantareira


Após 19 meses, o Sistema Cantareira finalmente deixou de depender do volume morto para seu abastecimento e dia 14 de janeiro atingiu a 14ª alta consecutiva, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (SABESP). Atualmente, o manancial opera com 33.9% da sua capacidade.

Outros três sistemas que abastecem a Grande São Paulo também tiveram alta, com exceção dos Sistemas Guarapiranga, que se manteve estável, e o Rio Grande, que teve pequena queda em seu nível.

Felizmente, o fim da dependência do volume morto do Cantareira terminou antes do previsto pela Sabesp, que seria o fim deste verão. Dois motivos foram fundamentais para que tivéssemos essa boa notícia. O primeiro foi o aumento do volume de chuva nos últimos meses, que tiveram papel decisivo para este avanço: dezembro registrou 259,4 mm de chuva, quando sua média histórica era de 219,4 mm. O segundo foi a diminuição do uso excessivo da água pela população.

Mas, mesmo com o aumento no nível do sistema, parte da população ainda sofre com o corte e racionamento de água, em períodos que chegam a ultrapassar 12 horas. Mas as previsões são animadoras: de acordo com o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, ao longo do próximo período de chuvas, este tipo de problema irá diminuir cada vez mais, até desaparecer.

Porém, é preciso cautela: sair do volume morto é equivalente a “sair do cheque especial”, zerar uma dívida. Apesar de ser mínima a possibilidade de usar o volume morto, ela ainda não está completamente descartada, pois dependemos da quantidade de chuva para os próximos meses. Por isso, é necessário que o uso consciente da água continue, para que não tenhamos nova crise hídrica em 2016, repetindo o ocorrido em 2014 e 2015. Afinal, não se sabe ainda quando o Cantareira voltará a ficar cheio.

Especialistas e pesquisadores precisam esperar o término do fenômeno El Niño, previsto para perder força a partir de abril, para saber qual será o comportamento climático da região Sudeste com o fim do fenômeno. Só a partir daí será possível prever o risco de nova estiagem severa.

Volume Morto

O Sistema Cantareira abastece 5,4 milhões  de pessoas na Grande São Paulo. O volume morto começou a ser usado em maio de 2014, quando ainda havia água em volume útil. Esta reserva possui 480 bilhões de litros de água situados abaixo das comportas das represas. Até então, essa água nunca havia sido usada pela população.

Vestibulares

É preciso estar sempre por dentro deste tema, que pode cair em vestibulares, associando fatores que influenciam o ciclo da água com dinâmicas de bacias hidrográficas, efeitos das mudanças climáticas e intensificação do EL Niño, além da importância da água para os processos biológicos.

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