Estudo aponta alternativa para evolução do Alzheimer

Estudo aponta alternativa para evolução do Alzheimer


Um novo estudo britânico pode se tornar uma solução para interromper a evolução de uma doença que é temida por grande parte da população, principalmente com o avanço da idade: o Alzheimer. De acordo com pesquisadores da Universidade de Southampton, a possibilidade de bloquear a produção de novas células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns da doença.

Essa descoberta dá mais credibilidade à teoria de que o Alzheimer é provocado por uma inflamação no cérebro. Por isso, ao bloquear um receptor responsável por desenvolver essas novas células, é possível impedir que os efeitos da doença progridam.

O teste feito em ratos através de um remédio para bloquear as células micróglias apresentou resultados extremamente satisfatórios, o que serviu como fator animador para que especialistas  apostem na criação de novos tratamentos para a enfermidade.

O remédio também evitou a perda de pontos de comunicação entre células nervosas no cérebro, o que geralmente ocorre nas pessoas que sofrem do mal de Alzheimer.

Mark Dallas, professor especializado em neorociência celular e molecular na Universidade de Reading, também na Grã-Bretanha, disse que esta é uma “descoberta animadora” que pode explicar “a razão de os medicamentos criados para combater a doença não terem sido bem-sucedidos até agora”.

A pesquisa forneceu provas convincentes, mas agora o desafio é desenvolver esses medicamentos para pessoas com demência, o que é um obstáculo para transformar as pesquisas de laboratório em terapias viáveis.

Doença de Alzheimer

O Mal de Alzheimer é uma doença sem cura que afeta diretamente a perda de funções cognitivas como memória, orientação, atenção e linguagem, causada pela morte de células cerebrais. Seus fatores são muitos e incluem idade e estilo de vida. Quase todas as vítimas têm idade avançada, por isso a doença ficou erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

O nome da doença refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

No Vestibular

No vestibular, um texto como este pode ser utilizado para questionar os conhecimentos de citologia e fisiologia do aluno, perguntando, por exemplo, sobre o papel dos receptores celulares, sobre o sistema endócrino, as células que constituem os tecidos nervosos ou sobre o sistema imune. Mais tradicionalmente, os vestibulares costumam relacionar o Alzheimer com seu potencial hereditário, e assim cobrar genética.

Exemplos de questões:

(UERGS) A doença de Alzheimer se caracteriza por ser degenerativa, fazendo com que o seu portador perca hábitos como o de higiene pessoal e tenha alterações de comportamento. Essa doença é causada pela redução da síntese de acetilcolina, cuja função é transportar informações entre células

(A) musculares.

(B) cardíacas.

(C) nervosas.

(D) musculares e ósseas.

(E) cardíacas e hepáticas.

(UFC – 2ª Fase) Leia o texto a seguir. “A Doença de Alzheimer (D.A.) (…) é uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível, que acarreta perda de memória e diversos distúrbios cognitivos. Em geral, a D.A. de acometimento tardio, de incidência ao redor de 60 anos de idade, ocorre de forma esporádica, enquanto que a D.A. de acometimento precoce, de incidência ao redor de 40 anos, mostra recorrência familiar. (…) Cerca de um terço dos casos de D.A. apresentam familiaridade e comportam-se de acordo com um padrão de herança monogênica autossômica dominante. Estes casos, em geral, são de acometimento precoce e famílias extensas têm sido periodicamente estudadas.” Smith, M.A.C. (Revista Brasileira de Psiquiatria, 1999) Considerando o texto acima e o histórico familiar a seguir, responda ao que se pede. Histórico familiar: “Um rapaz cujas duas irmãs mais velhas, o pai e a avó paterna manifestaram Doença de Alzheimer de acometimento precoce.”

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I – Montar o heredograma para o histórico familiar acima.

II – Qual a probabilidade de o rapaz em questão também ser portador do gene responsável pela forma de acometimento precoce da doença?

III – Quais indivíduos do heredograma são seguramente heterozigotos para esse gene?

IV – Explicar o padrão de herança mencionado no texto.

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