O fim do jet lag para longas viagens

O fim do jet lag para longas viagens


Viajar, na maioria das vezes, é uma excelente maneira de descansar, fugir do estresse e buscar qualidade de vida. Mas, assim como tudo na vida, tem seu lado ruim. Quem já viajou para lugares com fusos horários muito diferentes já deve ter sentido uma forte fadiga, que costuma durar alguns dias, conhecida como jet lag. Essa sensação ocorre porque o corpo de cada pessoa está sincronizado de acordo com o padrão de noite e dia do lugar onde vive.

Cientistas americanos acreditam ter descoberto a solução para combater esse sintoma. Trata-se de uma técnica que consiste na exposição a flashes de luz fortes e curtos, com a função de ajudar o cérebro a ajustar o relógio biológico de maneira quase que imediata. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Clinical Investigation.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, a técnica teria sido testada em 39 voluntários, que tiveram seus relógios biológicos “ajustados” em cerca de duas horas após uma hora de exposição aos flashes de luz. Durante a fase de testes, os cientistas pediram que estes voluntários fossem dormir e acordar exatamente no mesmo horário durante duas semanas. Depois disso, alguns passaram dias no laboratório e foram expostos a esses flashes, semelhantes aos de uma máquina fotográfica.

flashes

Esse reajuste pode ser simples quando a pessoa passa por, no máximo, dois fusos diferentes, mas a experiência de viajar a lugares muito distantes pode deixar o corpo completamente confuso, causando cansaço, irritabilidade e sensação de desorientação. A luz teria a função de “enganar” o cérebro, fazendo-o acreditar que o dia seria mais longo do que realmente é. Os autores ressaltam que este tratamento também poderia ajudar outros pacientes que sofrem com distúrbios no relógio biológico, como pessoas que trabalham à noite.

Especialistas em Neurociência da Universidade de Oxford se mostraram surpresos com o resultado. De acordo com Stuart Peirson, é excelente ter avanços tão eficazes nesta área. Para se ter o mesmo efeito, seria necessário expor uma pessoa na frente de uma caixa de luz por horas.

No Vestibular

Esse texto poderia introduzir uma questão que aborda o Sistema Hormonal, especificamente no que diz respeito ao controle do estado de sono e da vigília pelo organismo, o qual é realizado principalmente por hormônios, em especial a melatonina.

Além disso, o processo de submeter o organismo a pulsos de luz e analisar seus efeitos já foi muito estudado em Botânica, na análise do chamado fotoperiodismo, o que também poderia ser facilmente relacionado com este texto.

Exemplos de possíveis questões sobre o tema:

  1. (UFF-RJ) Suave caminho de volta ao sono natural
    Novas pesquisas condenam o uso de comprimidos de melatonina e médicos defendem a receita tradicional contra insônia:
    medidas antiestresse e dieta sem cafeína.
    (MARINHO, Antonio, In: O Globo, Jornal da Família, 25/08/96)

O texto acima alerta para o uso indiscriminado e abusivo da melatonina como medicamento. Esta substância é normalmente produzida pelo organismo e tem efeitos sobre vários órgãos e sistemas. Seus níveis de concentração são finamente regulados para as diferentes situações biológicas. Havendo interferência externa neste processo de feedback, podem ocorrer alterações orgânicas indesejáveis.

A melatonina é produzida na glândula:

a) pineal
b) hipófise
c) tireóide
d) paratireóide
e) adrenal

2. (Unesp) Foram feitos experimentos em laboratório, variando artificialmente os períodos (em horas) de exposição à luz e ao escuro, com o objetivo de observar em que condições de luminosidade (luz ou escuro) determinadas plantas floresciam ou não.

No experimento I, exemplares de uma planta de dia curto foram submetidos a condições diferentes de exposição à luz e ao escuro.

No experimento II, plantas de duas outras espécies foram também submetidas a períodos de exposição à luz (ilustrados em branco) e ao escuro (destacados em preto).

Em duas situações, houve pequenas interrupções (destacadas por setas) nestes períodos de exposição.

Os sinais positivos indicam que houve floração; os negativos indicam que não houve, para todos os experimentos.

a) Interprete os resultados do experimento I considerando as exigências de exposição à luz e ao escuro para que ocorra a floração desta planta.
b) Considerando o experimento I, qual das interrupções – a que ocorreu durante o período de exposição à luz ou ao escuro – interferiu no processo de floração? Qual é o nome da proteína relacionada à capacidade das plantas responderem ao fotoperíodo?

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