Fonte de energia de ruas francesas com origem em bactérias

Fonte de energia de ruas francesas com origem em bactérias


Já imaginou utilizar bactérias como fonte de energia? Uma empresa francesa desenvolveu um sistema de iluminação que usa bactérias modificadas geneticamente para se tornarem “luminosas”. Trata-se se de um gel que contém nutrientes, conservantes e a bactéria Aliivibrio Fischeri, que produzem luz através de uma reação química e são em forma de bastão, medindo 0,0003 mm. Ela vive normalmente na pele de animais marinhos capazes de brilhar no escuro.

A empresa afirma ter criado um processo para produzir essa bactéria em grande quantidade, além de uma forma de fazê-la sobreviver com esse gel especial  por até três dias, tempo em que ela brilha por meio de bioluminescência. As bactérias (não patogênicas nem tóxicas) que recebem o gene de luminescência de lulas são cultivadas em uma solução com nutrientes e açúcar para se multiplicar.

Porém, esses microrganismos não seriam a fonte principal de energia das ruas francesas. A ideia é aplicar o gel em prédios e vitrines de lojas, onde esta luz esverdeada chamaria muita atenção, mas driblaria a legislação da França, que não permite as luzes de vitrines durante a madrugada. Esses microrganismos vivos e geneticamente modificados são colocados em uma espécie de “lâmpada”: invólucros de resina orgânica que podem ter várias formas e também são adesivos, o que permite fixá-los à superfície que será iluminada.

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“A ideia surgiu após assistirmos a um documentário sobre os peixes das profundezas marinhas que produzem sua própria luz”, disse à BBC Brasil Sandra Rey, cofundadora da Glowee. Ela ressalta que o sistema da Glowee contribui, com sua luz de baixa intensidade, para diminuir a “poluição luminosa nas cidades”, além da vantagem ecológica de não utilizar energia elétrica, reduzindo as emissões de CO2.

A intenção é que até o fim deste ano, essa nova fonte de energia dure até um mês, e não mais apenas três dias. Segundo a empresa, a iluminação começará a ser utilizada em vitrines de lojas francesas a partir do início de 2017.

No Vestibular

No vestibular esse texto pode facilmente ser utilizado em uma questão sobre biotecnologia, abordando transgenia, ou sobre citologia, com o tema de produção de proteínas. Também é possível relacionar com nutrição celular ou, no campo da matemática, com a relação entre o crescimento bacteriano e progressões geométricas. Pode, ainda, abordar temas relacionados às diversas formas de poluição e o ciclo do carbono.

Questões

(UERJ 2008) Para analisar o crescimento de uma bactéria, foram inoculadas 1×10^{3} células a um determinado volume de meio de cultura apropriado. Em seguida, durante 10 horas, em intervalos de 1 hora, era medido o número total de bactérias nessa cultura. Os resultados da pesquisa estão mostrados no gráfico abaixo.

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Nesse gráfico, o tempo 0 corresponde ao momento do inóculo bacteriano. Observe que a quantidade de bactérias presentes no meio, medida a cada hora, segue uma progressão geométrica até 5 horas, inclusive.
O número de bactérias encontrado no meio de cultura 3 horas após o inóculo, expresso em milhares, é igual a:

(A) 16
(B) 27
(C) 64
(D) 105

(UEFS) O crescimento de uma cultura bacteriana segue uma progressão geométrica. Se, às 7:00h, havia 1200 bactérias e, às 19:00h, há 9600, espera-se que, às 23:00h, o número de bactérias seja cerca de:

A) 11600 B) 12400 C) 15000 D) 17800 E) 19200

(FATEC) A Engenharia Genética consiste numa técnica de manipular genes, que permite, entre outras coisas, a fabricação de produtos farmacêuticos em bactérias transformadas pela tecnologia do DNA recombinante. Assim, já é possível introduzir em bactérias o gene humano que codifica insulina, as quais passam a fabricar sistematicamente essa substância. Isto só é possível porque:

A) o cromossomo bacteriano é totalmente substituído pelo DNA recombinante;
B) as bactérias são seres eucariontes;
C) os ribossomos bacterianos podem incorporar o gene humano que codifica insulina, passando-o para as futuras linhagens;
D) as bactérias possuem pequenas moléculas de DNA circulares (plasmídeos), nas quais podem ser incorporados genes estranhos a elas, experimentalmente;
E) as bactérias são seres muito simples, constituídos por um único tipo de ácido nucléico (DNA).

(MACKENZIE) Atualmente deixou de ser novidade a criação de plantas transgênicas, capazes de produzir hemoglobina. Para que isso seja possível, essas plantas recebem:

A) o fragmento de DNA, cuja seqüência de nucleotídeos determina a seqüência de aminoácidos da hemoglobina;
B) o RNAm que carrega os aminoácidos usados na síntese de hemoglobina;
C) somente os aminoácidos usados nessa proteína;
D) os anticódons que determinam a seqüência de aminoácidos nessa proteína;
E) os ribossomos utilizados na produção dessa proteína

 

 

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