Shimon Peres: de militar a militante pacifista

Shimon Peres: de militar a militante pacifista


O ex-presidente de Israel, Shimon Peres, morreu na última quarta-feira, dia 28, aos 93 anos. Mas você sabe qual foi a importância dele na História? Vamos aos fatos!

  • Nasceu em Vichnev em 1923. A cidade, que agora faz parte da Belarus, pertencia à Polônia.
  • Em 1934, os 11 anos, mudou-se para a Palestina, ainda sob o controle britânico – período entre 1922 e 1948, que viu o número de judeus na região saltar de 85 mil para 600 mil.
  • Inicialmente, trabalhou em um dos kibutz, pequenas comunidades autônomas da região, mas ainda jovem tornou-se membro da organização paramilitar judaica.
  • Filiou-se ao Partido Trabalhista em 1946 e em 1959, aos 36 anos, foi nomeado ministro de David Ben-Gurion, criador do Estado Israelense em 1948.
  • Como ministro da Defesa entre 1953 e 1959, ajudou a montar o programa nuclear israelense e a planejar a operação do deserto do Sinai em 1956 durante a Guerra de Suez.
  • Participou de 16 governos, ocupando pastas como Absorção da Imigração, Transportes e Informação.
  • Foi primeiro-ministro de Israel por três vezes sem nunca ganhar uma eleição: em 1977, assumiu o cargo interinamente após renúncia de Yitzhak Rabin; entre 1984 e 1986 exerceu o mandato após acordos; e em 1995 assumiu novamente interinamente após o assassinato de Rabin.
  • Foi presidente de Israel – função representativa sem poder executivo – de 2007 a 2014.
  • Em 2014, no fim de seu mandato como presidente e já com 90 anos, encontrou-se com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina. O encontro foi promovido pelo papa Francisco no Vaticano, onde os três oraram pela paz no Oriente Médio.

Se você tiver que gravar um dos acontecimentos mais importantes ligados ao nome de Peres, guarde os Acordos de Oslo.
Em 1993, Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) assinaram uma declaração de princípios , um verdadeiro marco no processo de paz. Foi a primeira vez que ambas as partes, representadas por Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, se reconheciam. Shimon Peres era ministro de Relações Exteriores e as negociações para o ato foram feitas em segredo na Noruega, pois em Israel era proibido manter qualquer contato com a OLP.
Os termos previam que palestinos poderiam organizar uma administração própria, o que soava como a proclamação de um Estado independente.

“O que estamos fazendo hoje é mais do que assinar um acordo; é uma revolução. Ontem era um sonho, hoje é um compromisso.”

Os acordos valeram ao trio o Prêmio Nobel da Paz em 1994 e representaram esperança para o fim dos conflitos da região. No entanto, a euforia foi substituída pela desilusão: Rabin foi assassinado em 95 por um judeu ortodoxo durante um ato pela paz em Tel Aviv e Arafat morreu em circunstâncias estranhas em 2004.

Com a colaboração do professor Jonas Oliveira.

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