FGV ADM 2018: veja os comentários sobre a prova

FGV ADM 2018: veja os comentários sobre a prova


Quem prestou o vestibular da FGV Administração neste domingo, 3 de dezembro, encontrou uma prova típica da instituição: Redação com temática social, uma Prova Objetiva com questões claras e diretas e uma Prova de Matemática Aplicada que confirma a tendência dos últimos três vestibulares, com assuntos mais conceituais e a cobrança de demonstrações. Veja abaixo o comentário dos professores do CPV.

Boletim de notas no Alfred, plataforma online de avaliação de desempenho

Veja aqui seu desempenho por disciplina e o comparativo com outros candidatos

Redação
O texto-proposta da redação foi retirado do jornal Folha de São Paulo e aborda a falta de progressos na aplicação dos direitos humanos no Brasil em vários contextos: número de homicídios, violência policial, sistema carcerário precário, racismo institucionalizado e desrespeito aos direitos indígenas. A partir dele, o aluno deveria escrever uma dissertação sobre o presente e o futuro dos direitos humanos no país. Um erro possível seria o aluno contrariar o próprio texto, argumentando que tais direitos são respeitados atualmente. “O candidato não teria a nota zerada, já que não teria fugido ao tema, mas, certamente, teria a nota reduzida”, diz a professora Cristiane Florêncio. De acordo com ela, outros erros que poderiam ser cometidos seria falar apenas do presente sem citar o futuro ou, ainda, abordar a questão em outros países que não o Brasil.

Baixe a resolução da 1ª Fase da FGV Adm 2018

Matemática Aplicada
Essa prova, realizada no período da manhã, não foi especialmente difícil nem trabalhosa, mas exigiu dos alunos conhecimentos técnicos específicos, além de criatividade para resolver as questões. Isso porque vários exercícios exigiam que o aluno fizesse demonstrações. Para o professor Alexandre (Batata) Rodrigues, esses são problemas que não têm uma saída única, pronta. “Depende muito do conhecimento matemático do aluno, além do repertório dele com relação a maneiras de elaborar a resolução”, diz.

Prova Objetiva
Para responder às questões de Matemática da tarde, os alunos também precisavam ter conhecimento técnicos. No entanto, as questões tinham resoluções mais simples e diretas e abordaram assuntos que serão mais usados pelos estudantes na Faculdade. “Foi uma prova tranquila, com assuntos tradicionalmente cobrados pela FGV”, avalia o professor Daniel Lowinsohn.

Em Língua Portuguesa, questões de Gramática foram uma novidade. “Foram cobrados assuntos que estão no programa e que, evidentemente, são estudados, mas que não apareciam nesse vestibular havia muito tempo”, diz o professor Vidal Varella Filho. De acordo com ele, a prova foi muito bem elaborada, com questões claras e que visavam avaliar os conhecimentos básicos dos candidatos em termos da compreensão da leitura e do entendimento dos aspectos linguísticos que compunham os textos apresentados.

Também bastante elogiadas, as questões de Literatura trouxeram uma seleção de textos pertinentes, que tematizaram assuntos centrais e inevitáveis das obras obrigatórias. De acordo com o professor Danislau, o conjunto das perguntas permitiu ter uma percepção de toda uma visão sociológica brasileira projetada na Literatura. “Certamente essa prova favoreceu o candidato que se dedicou à disciplina”, diz.

Em Inglês, a prova manteve o padrão de exames anteriores. Nesta edição, os dois textos não foram atuais, ambos tinham sido publicados em 2014. De acordo com o professor Renato Azeinstein, o grau de dificuldade da prova foi elevado, sendo o tempo de resolução o ponto chave para o melhor desempenho do candidato. “Pode-se afirmar que o primeiro texto estava um pouco mais fácil de ser compreendido e resolvido se comparado ao segundo texto”, diz.

As questões de História, de acordo com o professor Jonas Henrique de Oliveira, apresentaram nível de dificuldade maior em relação ao vestibular anterior, abordando temas relevantes do programa da disciplina. “Um dos destaques foi a questão 50, que tratou de três momentos recentes da história do Brasil contemporâneo, com destaque para as últimas mobilizações populares, que influenciaram diretamente o processo político do país”, diz. O ponto negativo da prova foi a questão 47, sobre a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, que, apesar de levantar o debate sobre gênero, partiu de pressupostos que dificultavam a resolução.

As questões de Geografia, na opinião do professor Adriano Baroni, “exigiram dos alunos um bom conhecimento dos temas sobre a realidade socioeconômica do Brasil. Por outro lado, apesar de não ser uma novidade, a ausência de questões de Geografia Física ainda causa certo estranhamento. É um ramo bastante extenso da disciplina e acaba criando uma expectativa nos alunos, que não se realiza”, diz.

Com relação a Atualidades, duas tendências se mantiveram: uma questão relativa à cidade de São Paulo e uma questão de Artes, que, mesmo sem estar especificada no Edital, tem sido recorrente nas últimas edições do Vestibular. Com perguntas bem elaboradas, a prova exigiu do candidato um conhecimento detalhado sobre os conteúdos propostos. “Essa característica ficou evidente na questão sobre o governo Temer, que envolvia particularidades das reformas”, diz o professor Alex Perrone.

O resultado da 1ª Fase será divulgado no dia 5 de janeiro. As entrevistas para a 2ª fase serão feitas entre 10 e 12 de janeiro e o resultado final será divulgado no dia 19 do mesmo mês.

+ There are no comments

Add yours