Medicina Einstein 2018: saiba como foi a prova

Medicina Einstein 2018: saiba como foi a prova


A Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein aplicou neste domingo, dia 10 de dezembro, a prova de vestibular válida como 1ª fase para os candidatos a Medicina e como critério de entrada para os candidatos a Enfermagem. De acordo com os professores do CPV, a prova de Matemática foi a mais difícil. Veja abaixo os comentários.

As questões de Matemática tiveram nível de dificuldade bastante elevado e número de cálculos maior que a edição anterior. Para o professor Alexandre (Batata) Rodrigues, “os assuntos foram distribuídos de forma bastante equilibrada, mas as resoluções trabalhosas tornaram o tempo um dos principais obstáculos ao vestibulando. Acredito que a Matemática esteve adequada para selecionar os melhores alunos, dado o alto nível dos candidatos”, diz.

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Física também esteve bastante equilibrada, com nível de dificuldade e tempo de resolução variado, mantendo o padrão das questões claras. De acordo com o professor Ricardo Meca, a diferença em relação às edições anteriores foi a ausência de Ondulatória. Para ele, a prova apresentou algumas questões interessantes de assuntos relacionados ao cotidiano. “Os destaques certamente são a questão de Mecânica, por ser bastante trabalhosa e literal, e a questão dissertativa, por se tratar de um assunto ligado à área médica”, diz.

As questões de Biologia foram de bom nível, embora a repetição do tema Zoologia tenha sido um exagero. Essa é a análise do professor João Tamayo. “Basicamente foi uma prova para Medicina que não trouxe nenhuma pergunta sobre fisiologia humana”, diz. Para compensar, o professor avalia como muito boa a questão dissertativa envolvendo bioquímica celular, tratando especificamente de enzimas.

 

Outra disciplina de bastante ênfase para o vestibular de Medicina foi a Química, que teve questões de nível médio, com cálculos simples. De acordo com o professor Elcio Bertolla, a pergunta sobre o uso da Lei de Grahan para a difusão de gases foi a novidade. “Acredito que o índice de acertos seja alto, incluindo a questão dissertativa, pois não havia dificuldades para o aluno bem preparado”, diz.

Já as questões de Língua Portuguesa apresentaram nível baixo de exigência, e seguiram o padrão dos anos anteriores. “Os enunciados foram simples e suas respostas eram meras paráfrases do texto, apoiando-se na leitura dos textos apresentados, não exigindo do candidato nenhum conhecimento específico”, avalia o professor Caco Penna.

As questões de Literatura também foram muito simples, na visão do professor Danislau Bernardes, que apontou uma questão problemática. “A pergunta sobre o romance A cidade e as serras dá margem para duas alternativas corretas, o que é uma lástima, já que na edição passada o mesmo exame já havia feito uma pergunta bastante discutível sobre o mesmo livro”, diz. O professor ainda avalia que, mesmo envolvendo todas as obras, a Banca Examinadora deu ênfase apenas ao enredo, facilitando para os alunos que estivessem minimamente informados sobre as obras.

As questões de Inglês, por sua vez, tiveram nível de dificuldade médio, seguindo o padrão de abordar temas atuais e trazer uma citação de alguma personalidade. De acordo com o professor André Godoy, apesar de não exigirem repertório lexical abrangente, demandaram reflexão redobrada. “A questão mais difícil certamente foi a primeira, em que o candidato deveria interpretar o infográfico apresentado”, pontua.

As questões de História abordaram temas bem distribuídos, com textos bem
selecionados. De acordo com o professor Jackson Farias, as questões sobre a Doutrina Luterana e a Balaiada privilegiaram os candidatos com boa memória para recordar pontos específicos desses conteúdos. “Ainda que se faça certas ressalvas sobre o equilíbrio na profundidade e na abordagem dos temas históricos, a prova se propôs a selecionar entre os candidatos aqueles que, além de conhecimentos de temas importantes do conteúdo de História, tivessem o discernimento, a calma e a atenção necessárias para a rigorosa leitura dos textos e alternativas”, diz.

As questões de Geografia versaram sobre assuntos atuais, apresentando nível de dificuldade médio. Apenas duas delas traziam material de apoio: uma com mapa e outra com um gráfico, que exigiram do vestibulando bom domínio na leitura e interpretação dessas ferramentas. “Cabe notar que o gráfico da questão 30 não trouxe a legenda, o que pode atrapalhar ou até mesmo impossibilitar sua resolução”, avalia o professor Renato Araújo. Para ele, a presença da questão sobre o povo rohingya aparece como destaque, exigindo um conhecimento aprofundado sobre o tema, bastante atual, mas que ainda é causa de discussão entre os especialistas. “As alternativas, exigindo entendimento muito específico sobre o tema, também podem levar o vestibulando ao erro”, diz.

Redação
Com o tema “desafios para o exercício da Medicina em meio à era digital”, o Vestibular Einstein seguiu o caminho das últimas provas, provocando uma reflexão sobre a própria profissão. Para tanto, a Banca Examinadora apresentou dois textos motivadores, “Era digital desafia exercício profissional” e “Conselho não cassa registro por quebra de sigilo médico”.
De acordo com a professora Maria Teresa Nastri de Carvalho, o aluno precisava se posicionar de forma consistente e crítica, seja seguindo o caminho da reprovação do sensacionalismo dado a casos vazados, seja na discussão do comprometimento ético dos profissionais da saúde. “Como acreditávamos e reforçamos em aula, a crença no enfoque de um exercício da Medicina de maneira mais ética e humanizada deu o tom da prova de Redação”, diz.

Próximas datas:
10/12 a 15/01 – Pré-inscrição para o Workshop das MMEs
11/01 – Divulgação da classificação geral
11 a 15/01 – Prazo para confirmação de interesse nas MMEs e preferência por semestre de início
16/01 – Divulgação dos convocados para a 2ª fase
21/01 – 2ª fase do Vestibular – MMEs
02/02 – 1ª Chamada
02 a 06/02 – Prazo para confirmar interesse na lista de espera
08/02 – 2ª Chamada
15/02 – 3ª Chamada

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