Unesco premia trabalho de duas cientistas brasileiras


São Paulo – As cientistas Thaisa Storchi Bergmann e Carolina Horta Andrade estão entre as ganhadoras da edição internacional do prêmio “Para Mulheres na Ciência”. Ao todo, 20 pesquisadoras foram premiadas pela Unesco.

Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Thaisa foi agraciada em função dos estudos relacionados a buracos negros. Ela foi a primeira cientista a mostrar que gás e poeira poderiam ser absorvidos e que a matéria poderia escapar dos buracos negros.

Já Carolina foi premiada por conta de pesquisas na área da química medicinal. Professora da Universidade Federal de Goiás, ela trabalha no desenvolvimento de novos medicamentos para leishmaniose mais baratos e mais eficazes do que aqueles usados atualmente.

Thais e Carolina não concorreram entre si. A astrofísica é uma das 5 vencedoras do prêmio principal. Já a química disputou na categoria “Talentos Internacionais em Ascensão”, que premiou 15 jovens mulheres que estejam colaborando para o avanço da ciência em todo o planeta.

A proposta do prêmio “Para Mulheres na Ciência” é apoiar e reconhecer o trabalho de cientistas de todo o mundo e estimular o interesse de mais mulheres pelo ofício. O júri que escolheu as vencedoras é composto por 12 pesquisadores – entre eles, a astrofísica Beatriz Barbuy, ligada à Universidade de São Paulo (USP).

7 brasileiras brilhantes que foram premiadas pela Unesco

Sete cientistas brasileiras receberam nesta semana o prêmio “Para Mulheres na Ciência”. Oferecida pela Unesco, L’Oreal e a Academia Brasileira de Ciências, a premiação está em sua nona edição e paga às pesquisadoras premiadas bolsas-auxílio no valor de 20 mil dólares.

Ao todo, 300 trabalhos foram inscritos na edição 2014 do prêmio. Entre os estados com cientistas premiadas estão Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Confira os nomes e trabalhos escolhidos.

Ana_Shirley_Ferreira

Ana Shirley da Silva

Ana Shirley Ferreira da Silva é professora do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Ela é autora do enigmático estudo “A Conjectura de Erdos-Faber-Lovász e a b-coloração de grafos com cintura alta”.

O trabalho aplica a ideia dos grafos(estruturas baseadas na relação entre pontos que podem ser usadas para modelar de mapas de estradas a sistemas de empacotamento) para tentar resolver aconjectura de Erdos-Faber-Lovász, problem matemático ainda sem solução.

Carolina_Horta_AndradeCarolina Andrade

Carolina Horta Andrade é professora adjunta da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Ela foi premiada pelo estudo “Planejamento e identificação de novos candidatos a fármacos e metalofármacos multialvo para Leishmaniose utilizando estratégias integradas em Química”.

Basicamente, o trabalho é focado na busca de medicamentos mais eficazes e mais baratos para combater a Leishmaniose, doença causada por protozoários que pode deixar sequelas graves.

Letícia Palhares

Letícia Faria Domingues Palhares é pós-doutora em física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Da Cromodinâmica Quântica à Natureza: caminhos em construção” é o nome de seu estudo premiado pela Unesco.

Nele, a cientista desvenda como a interação entre quarks e gluóns (partículas confinadas nos núcleos dos átomos) influenciam nas propriedades mais íntimas da matéria e em seu comportamento quando ela está exposta a condições extremas como as que existiram logo após o “big bang”.

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Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ludhmila Abrahão Hajjar é também chefe das UTIs de diversos hospitais.

Ela é autora do artigo “Balão de contrapulsão intra-aórtico eletivo em pacientes de alto risco submetidos à cirurgia cardíaca”.

Nele, a médica propõe o uso do balão intra-aórtico por pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Adotado desde a década de 1960 em casos de imininência de parada cardíaca, o dispositivo poderia ser usado para evitar complicações e mortes entre pessoas com problemas graves do coração.

Manuella_Pinto_KasterManuella Kaster

Manuella Pinto Kaster é professora do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Ela foi premiada pelo estudo “Marcadores moleculares e bioquímicos em saúde mental”.

Nele, a cientista explica como pequenas regiões do DNA, hormônios e outras substâncias presentes em nosso corpo podem funcionar como indicadores de depressão.

Maria_Carolina_de_Oliveira_RodriguesMaria Carolina Rodrigues

Maria Carolina de Oliveira Rodrigues é professora da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto.

A médica assinou o estudo “Pesquisa de Anticorpos Anti-HLA em Pacientes com Diabetes do Tipo 1 Tratados com Células Mesenquimais”.

No trabalho, ela investiga a produção, por pacientes diabéticos, de anticorpos contra as células mesenquimais. Encontrado principalmente na medula óssea, esse tipo de célula atua na regenração de tecidos e órgãos lesados. O estudo também aborda a capacidade de produzir anticorpos em pacientes que fizeram transplante de medula óssea e se encontram com sistema imunológico deprimido.

Patricia_de_Souza_BrocardoPatrícia Brocardo

Patrícia de Souza Brocardo é professora adjunta do Departamento de Ciências Morfológicas da UFSC.

Ela foi premiada pelo estudo “Efeitos do consumo de álcool durante a gestação na neuroplasticidade hipocampal adulta”.

O texto se baseia em pesquisas recentes, que apontam que a atividade física aumenta o nascimento de novos neurônios em cérebros adultos. Em seu trabalho, Patrícia tenta entender como se dá esse processo em pessoas que tiveram o desenvolvimento do sistema nervoso afetado pelo consumo de álcool por suas mães durante a gravidez.

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/unesco-premia-trabalho-de-duas-cientistas-brasileiras

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