Usando arte para entender biologia

Usando arte para entender biologia


Para facilitar a compreensão da embriologia humana, a biologia foi parar nas aulas de artes. “As fases de desenvolvimento do embrião são bem distintas e a maneira clássica do aluno fixar é desenhando, mas nunca achei essa a maneira mais fácil”, diz João Tamayo, professor de biologia. Em uma conversa com a professora Walkiria Martelleto, de artes, os dois chegaram à conclusão de que a técnica de modelagem com biscuit poderia facilitar o entendimento.

Assim, Tamayo cuidou do direcionamento científico. Nas aulas de biologia, os alunos viram todos os estágios do embrião, desde as primeiras e rápidas divisões celulares até chegar ao feto. Aprenderam sobre a formação dos tecidos e também a que cada um deles daria origem. Por fim, estudaram a formação do tubo neural.

As cores usadas na massa fria servem para diferenciar fases e tecidos

As cores usadas na massa fria servem para diferenciar fases e tecidos

Já Walkiria cuidou da concepção artística. Nas aulas de artes, os estudantes conheceram a massa de bicuit e suas peculiaridades, como a fácil modelagem, o tingimento e a secagem ao ar livre. Com ela, reproduziram dentro de bolas de isopor as fases de mórula, blástula, gástrula e nêurula. No final, cada grupo conseguiu visualizar em 3D como se dá a formação e o desenvolvimento do ser humano.

Na entrega dos trabalhos, Walkiria avaliou a técnica e Tamayo, os critérios científicos. “Ainda fiz uma série de cinco perguntas para cada grupo, de surpresa, e todos mostraram que entenderam bem o assunto”, completa Tamayo.

Matéria publicada originalmente no Blog do CPV no Estadão

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