FGV 2017/2: veja como foi a prova discursiva de Administração Pública


O módulo discursivo do vestibular para o curso de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas não foi simples. Essa é a opinião dos professores do Cursinho CPV.

Em História, os alunos tiveram que responder a duas questões, ambas com três itens. A de História Geral abordou a Revolução Russa de 1917. A de História do Brasil abordou o governo Juscelino Kubitschek. Para o professor Tiago Rozante, um item da primeira pergunta e dois da segunda exigiam elevado grau de aprofundamento. “Os assuntos escolhidos são relevantes, mas o nível de dificuldade é incompatível com o Ensino Médio”, avalia.

Em Geografia, os assuntos tratados nas três questões também exigiram dos alunos conhecimentos além dos abordados no Ensino Médio. “As questões não estavam difíceis e os assuntos eram bastante atuais, mas o candidato precisava dominar conceitos que nem sempre são discutidos nas escolas; ponto positivo para quem fez aulas no CPV”, diz Renato Araújo. O professor também chama a atenção para o fato de que todas as questões abordaram as responsabilidades do Estado e suas consequências para a coletividade, realidade que será o objeto de estudo do aluno de Administração Pública.

Redação
O raciocínio como administrador público também foi exigido na prova de Interpretação do Brasil Contemporâneo. Com a permanência do crime de assédio contra as mulheres como tema, o aluno deveria listar políticas públicas que podem ser implementadas pelos governos a fim de diminuir o problema, levando em consideração dados listados no texto-proposta. “Estudamos vários dos recortes expostos no infográfico em sala de aula, como o machismo, o racismo e o assédio a jovens”, comenta a professora de Redação Cristiane Florêncio.

Diferente da prova do IBC, a dissertação não pedia a solução para um problema, mas a resposta para uma pergunta simples: “vivemos na era da pós-verdade?”. Para a professora, o erro mais fácil de ser cometido é o de confundir o conceito de pós-verdade com o de mentira. Ainda de acordo com ela, o aluno que escolhesse dissertar uma resposta negativa teria dificuldade maior em evoluir no texto. “Para sorte dos alunos do CPV, nós trabalhamos o conceito em duas ocasiões diferentes: a primeira, no início do semestre, discutindo o conceito de verdade; a outra, mais para o final do curso, tratando da pós-verdade propriamente dita”, comemora.

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